Instalação de redes

Instalação de redes de gás

As instalações de gás possuem múltiplas formas, métodos e finalidades, seja nos sectores doméstico, terciário, industrial e redes de urbanizações.

Acima de tudo, é necessário a certificação de que todas as atividades são realizadas de acordo com as normas legais e regulamentos técnicos e de segurança vigentes, sendo importante não só a instalação correta em das redes de tubagens e equipamentos, mas também a articulação com as diversas entidades distribuidoras de GN, GPL e entidades inspetoras.

Hoje em dia é cada vez mais comum a utilização do gás natural, em detrimento de gás em botijas, tanto em moradias como em apartamentos. O gás natural é inodor, incolor e possui uma queima mais limpa do que a de outros combustíveis, sendo o resultado da mistura de hidrocarbonetos gasosos, metano e etano. Por ser um gás mais leve do que o ar pode facilmente dissipar-se, exigindo que a sua manutenção esteja sempre em dia. A sua grande vantagem em relação ao GLP é que possui maior estabilidade, o que resulta numa chama estável e com pressão constante.

Apesar de todas estas vantagens, ainda não é possível abarcar todo o território nacional. Contudo, nas zonas onde está disponível este tipo de gás, é necessária a instalação de uma infraestrutura por parte da moradia, cuja função é transportar o gás desde a entrada do imóvel até aos aparelhos gasodomésticos. É outro requisito indispensável e sem o qual não é possível o abastecimento de gás.

Qualquer alteração na instalação de gás ou nos respetivos equipamentos deve ser alvo de inspeção e manutenção periódicas. Para tal, devem ser sempre consideradas as entidades reconhecidas e devidamente acreditadas pela DGEG. Em instalações de gás afetas à indústria ou quaisquer estabelecimentos públicos ou particulares com capacidade superior a 250 pessoas, é obrigatória a inspeção a cada 3 anos (de acordo com o DL nº 97/2017, 10 de agosto). Já instalações de gás executadas há mais de 10 anos e que não tenham sido objeto de remodelação, é obrigatória a inspeção a cada 5 anos.

É uma operação que consiste em dotar um edifício já existente com uma instalação de gás.

É a operação de adaptação de uma instalação de gás e dos respetivos aparelhos por mudança de família de gás combustível.

Instalação de redes hidráulicas

As instalações prediais de águas e esgotos conheceram, nos últimos anos, uma significativa evolução ao nível dos materiais aplicáveis e das soluções construtivas a considerar em projecto e em obra.

Um bom projeto hidráulico previne uma série de problemas e, ao mesmo tempo, ajuda a proporcionar mais conforto aos moradores, prevenindo o sobredimensionamento dos materiais e desperdícios.

As instalações hidráulicas compreendem tudo que diga respeito à captação e distribuição de água, quer seja para consumo humano, quer seja para outros múltiplos fins. A par destes sistemas existem outras áreas complementares, nomeadamente tratamento de água, sistemas de bombagem, sistemas eletromecânicos de comando, entre outros. Assim, a planta hidráulica detalha a posição e o dimensionamento de reservatórios, bombas, tubulações e redes de distribuição (abastecimento e coleta) de esgoto, fossa séptica, águas pluviais e águas tratadas (fria ou quente). Tal estrutura também mostra onde serão posicionados os registros intermediários, essenciais para fazer futuras manutenções no sistema.

Um projeto hidráulico adequado é fundamental para o funcionamento da casa, tendo a capacidade de planear, antecipadamente, as futuras necessidades da residência ou do edifício e evitando reformas para a passagem de canos extras, assim como uma série de patologias e inconformidades. Também no caso de manutenções preventivas, corretivas e preditivas (para quem pretende investir na automação residencial, por exemplo, otimizando o rendimento das instalações e reduzindo o risco de falhas operacionais) ou de reformas mais complexas, a planta deve ser sempre tida em conta.

A planta hidráulica mostra por onde passam as tubagens e onde estão posicionados os registros intermediários. Estes últimos são os responsáveis por cada setor do imóvel, tanto em áreas internas quanto nas externas. Além disso, existe ainda uma economia muito grande em despesas e custos adicionais apenas com a prevenção de problemas derivados da falta de planeamento. Sabe-se que boa parte das patologias (como o retorno de gases fétidos) presentes nas construções tem relação direta com problemas nos ductos de água e esgoto, cujos reparos são incómodos, caros e demorados, além de colocarem em risco a saúde da família. De facto, reparar o sistema hidráulico costuma sair bem mais caro do que investir num projeto eficaz, com profissionais capacitados e materiais de boa qualidade.

As alterações de cor na água podem ter diversas causas, sendo as principais a existência de canalizações em ferro ou intervenções da rede. Quanto ao primeiro, com o passar dos anos as canalizações em ferro desenvolvem fenómenos de corrosão. Assim, a água que entra em contacto com o material das tubagens vai adquirindo uma tonalidade amarela / castanha. O aparecimento de cor pode ser intermitente, intensificando-se após períodos maiores de não utilização da água, ou seja, quando a água fica mais tempo em contacto com a canalização. É por isso aconselhável que seja feita uma avaliação do estado de conservação das canalizações da rede. Por outro lado, pode ainda existir a necessidade de intervenções na rede de distribuição de água, por exemplo, na sequência de reparações de roturas. Aí é possível que entre alguma terra nas condutas. A entrada de terra é inevitável durante as referidas intervenções, o que faz com que a água saia das torneiras com tonalidade amarela / castanha ou até mesmo barrenta, após os períodos de falta de água, mas as características normais da água são restabelecidas em pouco tempo.

A cor branca deve-se à existência de ar dissolvido na água. Esta situação é pontual e passageira, mas importa salientar que a água está própria para consumo. Pode deixar repousar a água por alguns minutos.